Na terça-feira (31), o CSA – assim como o rival CRB – oficializou o acordo com a Liga Forte União (Liga Forte Futebol), bloco composto por 25 clubes brasileiros, entre eles, América-MG, Athletico-PR, Botafogo, Ceará, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Londrina, Sport, Vasco, entre outros.

O presidente do Conselho Deliberativo do Azulão, Christiano Beltrão, foi quem representou o clube na reunião realizada em São Paulo. Em entrevista à Rádio Gazeta 94,1FM, nessa quarta-feira (1), Beltrão falou sobre os benefícios que o CSA terá nos próximos 50 anos, graças a esse acordo com a LFF, que foi fechado com os investidores do grupo Life Capital Partners (LCP), que compraram 20% dos direitos de transmissão dos jogos das equipes.

“São benefícios de um grupo muito forte, determinado em tratar os clubes com igualdade e buscando parceiros na venda dos direitos televisivos, onde os valores sejam satisfatórios, bem elevados em comparação aos valores recebidos hoje, e com uma tratativa de maior igualdade entre os clubes. Acho que isso foi um fator preponderante para que grandes clubes assinassem com a Liga”, disse o dirigente.

Sobre os 20% dos seus direitos de imagem que o CSA vendeu, ele explicou quais serão os próximos passos para se buscar mais investimentos.

“Isso será tocado pela Liga que, certamente, só para dar um exemplo simples, para que todos possam compreender, hoje aproximadamente quem está na Série B recebe da CBF R$ 10 milhões. Nas negociações com a Liga, eles almejam em torno de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões em negociações. Então, por mais que você esteja perdendo ou como foram dados 20% desse montante, você vai ter quase ou mais do que o dobro do que recebia. É um valor extraordinário, pois o que você recebe em negociação é muito maior”, destacou.

Ele reconhece, em relação à quota destinada ao clube, que é óbvio sempre o clube querer buscar mais. No entanto, explicou: “Para exemplificar para o torcedor, o prejuízo que o rebaixamento causou ao CSA foi monstruoso. E a Libra não tem interesse nenhum em negociar com os clubes da Série C, mas como o CSA é um dos clubes fundadores da Liga, então, o pleito do CSA, juntamente com outros clubes que fazem parte, foi pertinente. E os clubes das Séries A e B que fazem parte, entenderam e cederam um percentual para que isso fosse feito em negociata com os clubes da Série C”.

Representantes de clubes que assinaram com a Liga – Foto: Cortesia à Gazeta

Christiano lembrou que o CSA não era obrigado a assinar o acordo, mas justificou o motivo de o clube ter oficializado sua adesão à Liga: “Vamos supor que em 2024 o CSA obtenha o acesso – e esta é a nossa expectativa, temos fé que conseguiremos – em 2025, para entrar na Liga teria que ser aceito pelos clubes. Seria feita uma votação para ser aceito. E o CSA não receberia um montante por isso. Seria negociado o seu valor e a liga, o parceiro da liga, receberiam a sua comissão por aquela negociação. Assim, ao meu ver, isso é um bônus que recebemos pela adesão. E quem estiver entrando depois não receberá essa adesão”.

Tendo todo este investimento no clube e ajustando o mesmo, os azulinos esperam que dê para equacionar o montante de dívidas que hoje existe no Azulão. O valor da dívida, porém, não é oficialmente divulgado para a imprensa. Inclusive, isso é também o que Christiano Beltrão espera, para evitar que a crise financeira se expanda. Mas ele lembrou que essa questão cabe à presidência executiva, na pessoa de Rafael Tenório.

“Tenho certeza absoluta, pela capacidade, pelo desempenho profissional, pelo sucesso pessoal e profissional do presidente, que já demonstrou isso em ações nas suas empresas e no próprio clube, que ele vai saber muito bem utilizar e equacionar todas as receitas e despesas do clube. Isso é fato. Ele [Tenório] é um gestor que dispensa comentários”, afirmou.

E acrescentou: “O CSA já está com a RJ [Recuperação Judicial], onde deu uma tranquilidade para que possa trabalhar sem ter suas receitas bloqueadas e acredito que isso veio numa boa hora, tanto para a questão do CT, que é primordial à conclusão do nosso CT, quanto a outros investimentos que a executiva entenda que devem ser feitos”.

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