Chefe da Ferrari explica saída de Vettel e prevê que alemão siga na Fórmula 1

atChefe da Ferrari, Mattia Binotto se pronunciou neste sábado sobre o fato de Sebastian Vettel deixar a escuderia em 2021 após uma negociação frustrada de renovação de contrato. Piloto da equipe italiana nas últimas cinco temporadas, o alemão tetracampeão mundial de F1 ainda vai disputar a atual temporada – paralisada por causa da pandemia global de coronavírus – e no ano que será substituído pelo espanhol Carlos Sainz, conforme anúncio feito na última quinta-feira. Vettel está livre no mercado.

– Durante esse período, tivemos tempo para refletir, refletir e chegar em uma conclusão. Estamos satisfeitos com nossa escolha. Acho que foi a coisa certa para ele e para nós – disse Binotto em entrevista para TV Sky Sports Itália.

Questionado sobre o que espera do futuro na Fórmula 1 de Vettel, Mattia Binotto disse ter certeza de que o alemão de 32 anos deverá seguir a sua carreira na principal categoria do automobilismo mundial e até abriu as portas da Ferrari para um retorno no futuro.

– Quanto ao futuro de Vettel, acho que ele é tão apaixonado por esse esporte. Ele vai querer voltar, apesar de ter algumas coisas em que pensar.

– Ele passou seis anos na Ferrari e a equipe tem um lugar especial em seu coração. Temos um bom relacionamento com ele, que não deve ser tomado como garantido quando há uma separação de caminhos – acrescentou o ferrarista.

Binotto, e Vettel vinham negociando uma extensão. Informações veiculadas na mídia especializada deram conta de que o alemão, apesar do que ele disse em seu comunicado, não teria gostado dos valores e a duração. O tetracampeão queria um vínculo de mais três anos e teria receio de um possível favorecimento a Charles Leclerc, assinado até 2024 com a equipe italiana.

O futuro do tetracampeão é uma incógnita. A temporada da F1 está parada por conta do Covid-19, e a chamada silly season (dança das cadeiras) começou mais cedo do que o esperado. Teoricamente, o caminho de Vettel estava entre Renault e McLaren, que teriam demonstrado interesse em contratá-lo. Mas a segunda optou pelo australiano Daniel Ricciardo , que estava justamente na Renault.

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