Leilão de Iphones apreendidos em operação arrecadou cerca de R$ 700 mil

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) estima ter arrecadado R$ 700 mil com o leilão de celulares e outros produtos eletrônicos que foi realizado na quinta-feira (17). Os bens e mercadorias foram apreendidos durante operação que teve como alvo uma organização criminosa especializada na venda de eletrônicos. Os materiais não foram retirados por seus proprietários dentro dos prazos determinados.

De acordo com a Sefaz, 80% dos lotes ofertados foram arrematados. Segundo a pasta, mais de 20 mil pessoas participaram ativamente do leilão, que disponibilizou celulares das marcas Apple e Xiaomi, além de Ipad Apple, fone Apple, relógio Apple, caixa de som JBL e patinete elétrico com assento. Os equipamentos mais disputados pelos compradores foram os aparelhos celulares da Apple.

O leilão foi realizado de forma totalmente on-line e a recepção de lances ocorreu 24h antes do início do certame. O leiloeiro da Agência de Leilões Freire, Osman Sobral e Silva, comemorou o resultado do leilão e pontuou que os valores são arrecadados de forma à vista. “Tivemos uma participação grande e muita disputa pelos equipamentos. Conseguimos um ótimo resultado neste que é o segundo leilão realizado junto à Sefaz”, contou.

O secretário Executivo de Gestão Interna, Fábio Peixoto, explica que os valores arrecadados com a venda dos bens e mercadorias deverão ser recolhidos ao leiloeiro. “Todo valor será pago diretamente ao leiloeiro, de acordo com as instruções que serão encaminhadas, via e-mail, para cada arrematante”, colocou.

Origem dos produtos

Os bens e mercadorias leiloados são oriundos da Operação Fruto Proibido, deflagrada pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL) no dia 9 de julho de 2019 para combater uma organização criminosa especializada na venda clandestina de aparelhos Iphone. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Alagoas e nos estados de São Paulo e Goiás, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com as investigações do Gaesf, o grupo criminoso se dividia em tarefas de aquisição irregular dos aparelhos, venda por meio da rede social Instagram sem a devida autorização da fornecedora Apple, armazenamento clandestino dos celulares, venda desses equipamentos sem nota fiscal, liberação ilícita de mercadoria quando esta era apreendida e lavagem do dinheiro oriundo desse comércio criminoso.

 

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