Pandemia faz venda de veículos novos cair mais de 70% em abril, aponta Fenabrave

A pandemia do novo coronavírus – que provocou o fechamento de concessionárias e outros serviços considerados não essenciais em Alagoas – fez as vendas de veículos novos despencarem 71,29% no Estado, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

De acordo com os dados, no mês passado foram comercializadas 548 unidades, contra 1.909 vendidas em abril de 2019. Em número absolutos, foram 1.361 unidades a menos. O levantamento da Fenabrave considera todos os segmentos de veículos: automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.

Somente no segmento de automóveis e comerciais leves – peruas e furgões – a queda atingiu 70,9%, recuando de 1.236 unidades em abril do ano passado, para 359 em abril deste ano – uma queda absoluta de 877 unidades.

A venda de motocicletas em Alagoas também registrou um recuou, saindo de 621 unidades comercializadas em abril de 2019, para 166 em abril deste ano – uma retração de 73,27%. Em números absolutos significam 455 unidades a menos.

Penalizadas com o fechamento via decreto do governo estadual, as concessionárias tiveram seu funcionamento liberado na terça-feira (5), quando o governo publicou novo decreto ampliando até o próximo dia 20 de maio as medidas de isolamento social.

A medida atende a um pedido do presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, que já chamava a atenção para a retração do mercado automotivo devido ao isolamento social em todo o País. “Nosso Setor, que representa 4,5% do PIB [Produto Interno Bruto] e gera, diretamente, mais de 315 mil empregos, por meio de 7,3 mil concessionárias, está, praticamente, paralisado, em função dos decretos de quarentena”, disse ele, em nota publicada no início de abril.

Segundo Assumpção Júnior, ainda não é possível revisar as projeções do setor para o ano de 2020, em função da falta de previsibilidade de retorno do comércio e dos reais impactos ao final do período de quarentena. “Sabemos que a prioridade é a saúde da população mas, a continuar como está, em um mês de estagnação, cerca de 20% dos empregos do nosso setor podem ser comprometidos, pois os concessionários estão sem receita e, ao contrário, têm despesas fixas”, projetou.

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