Sem “acordo”, Renan Filho dá sinais que pode ficar no governo até o fim

A dúvida só surgiu porque Luciano Barbosa, o “candidato natural” do grupo à sucessão de Renan Filho preferiu ser prefeito de Arapiraca.

Renan Filho tem agora um ano pra tomar a decisão. Ser candidato em 2022 implica em deixar o governo até o final de abril. Nesse caso quem escolhe o “governador tampão” é a Assembleia Legislativa de Alagoas, através de eleição indireta.

O xis da questão é quem será o escolhido num eventual afastamento de Renan Filho. No Legislativo, o preferido é Marcelo Victor. E se ele não quiser, os preferidos, pela ordem, seriam Paulo Dantas e Davi Davino Filho.

O governador ao que parece prefere um nome mais próximo do Palácio dos Palmares. Uma das opções seria o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, que entraria para “cumprir tabela”.

O ideal, tanto Executivo quanto para Legislativo seria colocar no Palácio dos Palmares um governador com condições de disputar a reeleição. Nesse caso, a escolha seria por nomes de maior popularidade e aprovação do eleitorado.

Sem um acordo com a ALE, para colocar um nome “seu” Renan Filho tem dado sinais de que pode levar o mandato até o fim. Seria, como explica um dos mais antigos aliados do governador, “um sacrifício em nome do projeto”. Na avaliação desse aliado, o governador já estaria “conformado” em terminar o mandato se não houver um entendimento com o Legislativo.

Ouvi opiniões bem parecidas de dois importantes interlocutores palacianos. “Só sai se chegar a um consenso com a Assembleia”, diz um. O outro emenda: “se não tiver um nome dele, meu sentimento é que fica até o final”.

E Renan Filho, o que diz? O governador ainda não externou essa posição, mas nos bastidores tem mostrado que ainda não decidiu o que vai fazer. Pelo sim pelo não, tem percorrido o Estado e trabalhado para ampliar as suas bases. Enquanto espera pelo “acordo”, quer ficar pronto para uma eventual disputa.

No momento – e apenas nesse momento – esse acordo não sairia. Mas Renan Filho e Marcelo Victor tem mais um ano de conversa pela frente. Até lá os dois seguirão como estão: aliados e com interesses comuns. A partir de março do ano que vem é outra história.

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