Testemunha faz revelação após morte de jovem durante salto em SP


				Testemunha faz revelação após morte de jovem durante salto em SP
Reprodução/redes sociais.

O acidente que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo, poderia ter vitimado outra pessoa.

A afirmação é de Higor William Diniz Ferreira, que estava inscrito para participar da atividade na manhã deste sábado (13/6) e acabou ficando para trás na fila após se atrasar para chegar ao local.

 

Se atrasou

Segundo ele, a jovem entrou em sua frente justamente por conta da demora. Em entrevista ao g1, Higor relatou que deveria ter deixado sua casa mais cedo, mas acabou chegando depois do horário inicialmente planejado.

“Foi livramento. Era pra ser eu, porque era pra eu ter saído de casa hoje 6h pra ir pra lá. Porém, acabei me atrasando e saí 6h40. O salto meu, entre eu e essa mulher, era tipo de cinco a dez pessoas. Era o tempo que eu me atrasei. O tempo que ela passou na minha frente”, disse.

Contatou empresa por rede social

Morador de Vinhedo (SP), ele contou que foi ao local acompanhado de uma amiga e que decidiu contratar a experiência após ver divulgações da empresa nas redes sociais.

Higor afirmou ainda que as publicações destacavam a experiência dos responsáveis pela atividade e transmitiam confiança aos clientes.

“Foi por rede social, tudo eu vi, fizeram, o professor fez salto lá, falou que tem 4, 5 anos de experiência, trabalha lá, e nunca tinha acontecido nada”, explicou.

Apontou falha na checagem

Antes do acidente, o participante acompanhou outros saltos realizados na plataforma. De acordo com seu relato, os procedimentos de checagem dos equipamentos aconteciam normalmente nas demais descidas.

No caso de Maria Eduarda, porém, ele acredita que houve falha por parte da equipe responsável.

“Todos os rapazes verificaram se estava certo, só que o da mulher eles não verificaram. Foram três rapazes e os três ignoraram o fato dela ser lançada daquele jeito”, disse.

Higor também relatou que os participantes recebiam instruções de segurança antes da atividade. Conforme explicou, Maria Eduarda optou pela modalidade em que o praticante é impulsionado pelos instrutores a partir da plataforma.

O que aconteceu depois

Vídeos compartilhados nas redes sociais registraram os instantes que antecederam a queda. Nas imagens, a jovem é conduzida até a estrutura pelos funcionários. Pouco depois do lançamento, pessoas presentes no local passam a gritar alertando sobre a ausência da corda de segurança.

O homem descreveu ainda a movimentação ocorrida após o acidente. Segundo ele, familiares da vítima e outras pessoas que aguardavam para saltar ficaram abalados ao presenciar a situação. Higor também afirmou que um dos funcionários envolvidos deixou o local antes da chegada das equipes de emergência.

“O rapaz, o segundo que tá atrás, que lança, ele coloca a mão na cabeça, levanta, pega as coisas dele e vai embora […] O cara ainda saiu primeiro que a gente. Antes a polícia, bombeiro, ambulância chegarem”, explicou.

A ocorrência terminou com a prisão de seis pessoas. Conforme informações da Polícia Militar, dois suspeitos deixaram a área logo após o acidente, mas foram encontrados posteriormente em uma região de mata com auxílio do helicóptero Águia.

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