A ‘matemática’ de Renan Filho para 22: três cenários, duas opções, uma escolha

Por Edvaldo Jr,

Renan Filho nunca escondeu de ninguém a predileção por números, planilhas, gráficos e cenários baseados em probabilidades, estatísticas e coisas do tipo.

O gosto pela, digamos, “matemática” sempre foi uma marca do governador, que é economista e tem especializações na área.

As pesquisas eleitorais sempre foram encaradas por RF como informação estratégica. É por isso que ele raramente divulga as sondagens que manda fazer. Tudo baseado no conceito de que informação é poder.

Faz sentido. Quem tem informação pode traçar as melhores estratégias, corrigir falhas, se antecipar aos adversários (se eles não tiverem acesso a mesma fonte de dados, claro).

Mas nem toda a habilidade “matemática” permitiu que Renan Filho – ou qualquer outro – previsse que ele enfrentaria um cenário inesperado na perna final de sua gestão.

Tudo foi traçado para que o grupo liderado por RF elegesse o sucessor – fosse ele ou não candidato em 2022. De fato esse seria um cenário possível e provável se Luciano Barbosa tivesse continuado no governo. Não continuou.

Sem vice-governador, Renan Filho tem um dilema matemático pela frente. Na leitura de hoje, são três cenários, duas opções, uma escolha.

Explico. Os cenários são simples. No cenário um, Renan Filho fica no governo. No dois, sai do governo (se desincompatibiliza) e apoia um candidato a governador da Assembleia Legislativa e/ou de Arthur Lira. No três, sai e lança candidato a governador.

As duas opções são ainda mais simples. Ter ou não um candidato ao governo para chamar de seu. E, claro, só escolha: sair ou ficar no governo.

Nesse momento, Renan Filho, tenta “decifrar” mais do que números, o “sentimento” das ruas. Mesmo que vá disputar o Senado ou a vice-presidência (como se ventila nos bastidores e na mídia), o governador quer – e precisa – fazer o sucessor.

O próximo governador deve ser, na visão que predomina no grupo de Renan Filho, alguém “amigo” e que dê continuidade a gestão.

E nada impede que seja um nome da Assembleia Legislativa – desde que tenha, claro, viabilidade eleitoral. Em outras palavras, tem que ser um candidato com perfil capaz de conquistar o voto popular – decisivo em qualquer eleição majoritária em Alagoas.

Sair ou ficar. Ter ou não um nome seu para o governo. Essas são questões que vão muito além da “matemática”. E por isso, por mais que deseje ser candidato em 22, Renan Filho só deve tomar a decisão no último minuto. Tic, tac, tic, tac….

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