
No encontro, JHC explicou que tomou a decisão – de ser candidato ao governo – depois de ver várias pesquisas. “Essa é a vontade do povo, que quer vê-lo disputando a vaga de governador. O prefeito decidiu ir à luta”, diz um influente interlocutor.
No encontro, JHC também definiu a estratégia para a chapa majoritária. Sua esposa, Marina Candia, será candidata ao Senado, ajudando a construir um projeto que busca consolidar um grupo próprio, fora da influência do deputado Arthur Lira.
A saída do PL foi uma reação direta a pressão de Arthur Lira, que passou a comandar politicamente a legenda no Estado. JHC não aceitou a condição imposta por Flávio Bolsonaro, que ofereceu a legenda do PL para disputar o governo, desde que tivesse como candidatos ao Senado Arthur Lira e e Alfredo Gaspar. JHC colocou como condição ter a esposa como candidata ao Senado, o que não foi aceito.
Participaram da reunião os vereadores Kelmann Vieira, Jeannyne Beltrão, Cláudio Moreira, Chico Filho, Eduardo Canuto, Siderlane Mendonça, Galba Neto, Marcelo Palmeira, Neto Andrade e Jonatas Omena, além do ex-vereador Francisco Salles, pré-candidato a deputado estadual.
É a base. E tende a acompanhar.
Segundo relatos de participantes, o prefeito afirmou que não cedeu à pressão política para permanecer no PL em condições que considerava desfavoráveis. A saída do partido, nesse contexto, representa também uma afirmação de independência.
JHC indicou ainda que pretende montar uma chapa de renovação, com espaço para vereadores e novas lideranças, reforçando o discurso de mudança e tentando ampliar o alcance político do grupo.
O secretário de Governo, Junior Leão, confirmou a decisão: "o prefeito JHC deve ser candidato a governador porque essa é a vontade popular. Ele é um grande líder e tem uma grande responsabilidade com Alagoas e os alagoanos", afirmou.
No campo partidário, o PSDB aparece como o destino mais provável para a filiação. A legenda surge como alternativa com menor interferência externa e maior previsibilidade política para o projeto do prefeito.
É o caminho principal. Mas não o único.
O DC, partido presidido por João Caldas, pai de JHC, é tratado como opção complementar, especialmente para a composição de alianças na chapa majoritária.
Funciona como garantia. De controle.
O grupo que participou da reunião deve acompanhar o prefeito na mudança de partido, consolidando uma base política própria para a disputa. O movimento marca o início de uma nova fase no cenário eleitoral alagoano.
Agora é oficial. JHC entrou no jogo.


