De acordo com fontes do STF, Mendonça considera essencial que Vorcaro indique o paradeiro de mais de R$ 50 bilhões

Mais do que identificar onde está o dinheiro, o ministro defende a devolução dos valores. O tema, inclusive, é objeto de estudo de Mendonça, cuja tese de doutorado tratou da recuperação de ativos oriundos da corrupção e foi premiada em 2019 pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Até o momento, nos primeiros depoimentos, Vorcaro não revelou o destino dos recursos. O banqueiro argumenta que precisa ter acesso ao processo de liquidação do banco, conduzido por um interventor nomeado pelo Banco Central.
Nesse processo, o liquidante busca ao menos R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de investimento ligados a Vorcaro, que podem ter sido desviados antes da liquidação da instituição, determinada pelo Banco Central em novembro.
Além de apontar nomes de possíveis envolvidos e esclarecer o caminho do dinheiro, Vorcaro enfrenta outro desafio na delação: demonstrar que não era o líder do esquema. Em decisão anterior, Mendonça o classificou como o principal responsável pelas irregularidades.
Caso não consiga afastar essa condição, o banqueiro pode perder benefícios importantes do acordo, como a possibilidade de não ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República.


