
Após um 2024 de altos e baixos na Série C, com o time saindo de um quase rebaixamento para a Série D e quase se classificando para o quadrangular da competição, a temporada de 2025 parecia sorrir para o CSA.
Com um bom início na Série C, o time comandado por Higo Magalhães chegou a ter mais de 60% de chance de se classificar para o quadrangular e buscar o acesso à Série B, que era o principal objetivo do time na temporada… ou deveria ser.
Ao mesmo tempo em que disputava a Terceirona, o CSA ainda estava vivo na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste. Entretanto, o elenco montado para a temporada não tinha peças suficientes para disputar três competições em alto nível e isso ficou evidente na reta final da temporada azulina.
Após uma sequência de resultados ruins, Higo Magalhães foi demitido e deu lugar a Márcio Fernandes no comando técnico do Azulão. Entretanto, a situação não melhorou. Pelo contrário: o time foi eliminado na Copa do Brasil e perdeu pontos importantes na Série C, situações que culminaram na volta de Higo Magalhães ao comando técnico do time.
O retorno do ex-treinador parecia ser a cartada final da diretoria para tentar salvar a temporada do CSA. Contudo, os resultados dentro de campo não chegaram e o time despencou na tabela da Série C, perdendo as chances de se classificar para o quadrangular por mais uma temporada. No meio disso tudo, o time ainda foi eliminado, em casa, pelo Confiança, na semifinal da Copa do Nordeste.
Mesmo com essa sequência desastrosa, o CSA chegou à última rodada dependendo apenas de si para evitar uma catástrofe. Com menos de 1% de chance de rebaixamento, o Azulão entrou em campo contra o Brusque e saiu derrotado por 2x0. Com os outros resultados da rodada, o CSA, após 10 anos, retornava à Série D.

Batendo na trave, mais uma vez
Se o começo do ano foi animador, a primeira fase da Série D alimentou ainda mais a esperança da torcida do Gigante, com o time conseguindo a segunda melhor campanha da competição, com 31 pontos em 14 jogos, ficando atrás apenas da Aparecidense por 1 ponto.
No mata-mata, o sinal de alerta foi ligado, com o time desempenhando menos do que já havia mostrado na competição. No primeiro mata-mata, venceu o Ferroviário tanto na ida quanto na volta, se classificando sem maiores sustos. Nas oitavas de final, o Fantasma enfrentou o jovem Manauara e se classificou sem problemas, vencendo os amazonenses fora de casa por 1x0 e segurando o empate em 0x0 no Fumeirão.
Nas quartas de final, o Fantasma enfrentaria o “Demolidor de Cartazes”, o Maranhão. O Gigante, por ser o time com a melhor campanha da competição naquele momento, teria a vantagem de decidir o jogo da volta em casa. A partida de ida, realizada no Castelão, caminhava para um 0x0, com o arqueiro do Alvinegro defendendo até uma cobrança de pênalti. Entretanto, já no apagar das luzes, Clessione marcou para os mandantes e garantiu a vitória do Bode.
Precisando vencer por pelo menos um gol para levar a partida para os pênaltis, o ASA iniciou o jogo da volta se lançando ao ataque. O Estádio Guaracy da Mata Fonseca estava lotado, com a torcida fazendo uma grande festa e empurrando o Fantasma rumo ao acesso. Mas, se na arquibancada a torcida estava representando, dentro de campo o ASA parecia não se encontrar. Após um início forte dos mandantes, o Maranhão passou a ditar o ritmo do jogo e, logo aos 13 minutos da primeira etapa, Ryan marcou um belo gol e pôs água no chope da torcida alvinegra.
O ASA pareceu sentir o golpe, e o “Demolidor de Cartazes” se aproveitou disso para ampliar o marcador em 2x0, após bola alçada na área em cobrança de falta sofrida por Ryan, o nome do jogo. A partida ficou ainda mais melancólica para o Fantasma, que viu a chance da reação sumir com o pênalti perdido por Júnior Viçosa ainda na primeira etapa. Na reta final do primeiro tempo, foi a vez de Clessione desperdiçar uma penalidade, inflamando novamente a torcida, o que não foi suficiente para mexer com os jogadores dentro de campo.
Os 45 minutos finais mostraram um ASA irreconhecível pelo que foi mostrado durante toda a temporada. O time comandado por Ranielle Ribeiro parecia não saber o que fazer com a bola e pouco atacava o Maranhão. A pá de cal veio no meio do segundo tempo, quando Vagalume achou Ryan em um passe magistral. O atacante do Maranhão disputou corrida com Zulu e finalizou na saída do goleiro alvinegro, selando ali mais uma eliminação do ASA no mata-mata e a permanência na última divisão do futebol nacional.



