
Renan ressaltou que a prioridade atual do MDB é consolidar sua ala governista e ampliar o apoio ao presidente. “O partido está apoiando o governo Lula, tem três ministros, e precisamos fortalecer essa ala para vencer a convenção”, disse.
De acordo com o ministro, a posição da sigla nas eleições dependerá do desempenho do governo em áreas como economia, emprego e política externa. Ele avaliou que o MDB tem condições de permanecer na base, desde que haja diálogo interno até a convenção partidária.
Renan também defendeu a estratégia do Planalto de afastar aliados que não garantem apoio à coalizão, citando a MP 1303 como exemplo. “Não tem sentido formar um governo de coalizão se parte dele vota contra projetos do próprio governo”, afirmou.
O ministro reforçou que a decisão sobre alianças eleitorais será tomada coletivamente. “O MDB não é um partido cartorial, em que o presidente decide sozinho. É um partido democrático, em que senadores, diretórios estaduais e lideranças votam”, observou.
Na mesma entrevista, ele destacou o crescimento dos investimentos privados em infraestrutura e atribuiu o avanço à previsibilidade dos novos modelos de concessão. “O Brasil tem hoje uma carteira organizada e transparente. Isso tem atraído o capital privado e acelerado os leilões”, afirmou.
Filho concluiu afirmando que a participação da iniciativa privada é essencial diante das restrições fiscais. “Com menos recursos públicos disponíveis, garantir confiança ao investidor é fundamental para manter o ritmo de expansão da infraestrutura”, disse.
Com Jornal Extra.


