
O governador não ficou no cargo por acaso. Ele tem uma missão. Um compromisso. Quer eleger seu sucessor. E vai usar tudo que puder para conseguir a vitória.
A postagem — anote a data — vai além da reprodução de números em um perfil de redes sociais. É uma virada de página. Paulo Dantas está entrando de corpo e alma na campanha para levar Renan Filho e todo o seu grupo à vitória.
Consequências
Foi apenas uma publicação simples nos stories: o resultado da pesquisa, com a tarja “Arapiraca é Renan Filho”. Bastou para ganhar repercussão. Alguns sites ligados ao grupo de JHC registraram o fato, mas terminaram fazendo o que talvez Paulo Dantas queria: reproduzir a pesquisa em que Renan Filho aparece com cinco vezes mais votos que o ex-prefeito de Maceió na maior cidade do interior de Alagoas.
O problema, como alertaram esses sites, é que, desde 1º de janeiro de 2026, a legislação eleitoral tornou crime divulgar pesquisas não registradas previamente na Justiça Eleitoral. A conduta pode render ao gestor multa que varia de R$ 53.205 a R$ 106.410, além do risco de responsabilização por desobediência.
De fato, o caso deve parar no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL). A pesquisa divulgada por Paulo Dantas, que não tem registro nem o nome do instituto responsável, contraria dados de levantamentos recentes feitos no estado.
O governador é experiente e sabe que corre o risco de ver o caso parar nos tribunais. Quem faz política sabe que o enfrentamento ocorre em todos os campos, inclusive no Judiciário.
Em campanha, processo no TRE vira efeito colateral. E qual político passa por uma eleição sem enfrentar a Justiça Eleitoral?


