O jogo está apenas começando e promete ser um dos mais acirrados de todos os tempos. O primeiro desafio para candidatos proporcionais nas eleições do próximo ano em Alagoas será conseguir vaga em uma chapa viável.
E por viável entenda a possibilidade de entrar num partido com condições de competir para fazer, no mínimo, o quociente eleitoral.
Não será uma tarefa simples. Hoje, apenas três partidos tem essa condição em Alagoas na disputa para deputado federal: PSB, PP e MDB. Os outros estão “correndo atrás” – literalmente.
E nesse quesito vale a habilidade dos articuladores e a robustez dos projetos que apresentam. É com “ferramentas” como essas que outras chapas poderão ser viabilizadas. Se decidir montar uma chapa de deputado federal, Marcelo Victor não terá dificuldades – e tudo indica que ele montará, provavelmente pelo DEM.
Quem também está trabalhando nessa direção com grandes chances de montar uma chapa no PSD é o deputado federal Marx Beltrão.
Os outros seguem conversando, em busca de reforços para seus partidos. Aí cabem o PTB de Nivaldo Albuquerque, o Republicanos de Severino Pessoa e o PL de Sérgio Toledo.
Correndo por fora, a novidade é a “tríplice aliança”, formada por Adeilson Bezerra, Cícero Amélio e Marçal Fortes – nomes, repito, que dispensam apresentação nos meios políticos de Alagoas.
A largada dos três, que pretendem montar uma chapa de deputado federal no PROS, foi dada na sexta-feira, 28, com a filiação do ex-prefeito de Ibateguara, Géo Cruz ao partido.
“Géo vem reforçar nosso projeto e será candidato a deputado federal”, adianta Bezerra. “E ele não estará só. Nosso time já tem cerca de dez nomes, que serão divulgados no momento correto, até para evitar pressões. Quem está aparecendo agora é porque assumiu o compromisso de marchar com a gente até o final”, aponta.
O objetivo, avisa Bezerra, é montar chapas de federal e estadual: “nosso projeto conta nomes de peso, a exemplo do presidente da Câmara de Vereadores de Arapiraca, Thiago ML, que será candidato a deputado estadual”, adianta.
Adeilson avalia que as chapas serão competitivas: “vamos conquistar vagas de deputado federal e deputado estadual. Já conseguimos isso antes a partir de critérios previamente conhecidos e dentro das regras eleitorais para cada pleito. No próximo ano não será diferente”, pondera.


