Homens idosos são as maiores vítimas do novo coronavírus na capital alagoana

Homens idosos são as maiores vítimas da pandemia do novo coronavírus em Maceió, que registra taxa de letalidade de mais de 3%. Cerca de 60% dos infectados (perto de 600 pessoas) que morreram com Covid na capital eram do sexo masculino, quase 400 deles tinham mais de 60 anos. A capital registra quase metade de todas as vítimas que não resistiram à doença no Estado, que tem mais de 2 mil mortos pelo Sars-Cov-2.

O informe epidemiológico da Covid em Maceió aponta que mais de 700 pessoas que não resistiram tinham acima de 60 anos – homens e mulheres – ultrapassando mais de 70% do total de vítimas. Em relação às doenças preexistentes relatadas, perto de 30% tinham diabetes e 22% hipertensão arterial. Entretanto, quase duzentos infectados – ou 19% do número de geral de mortos – não tinham ou não relataram comorbidades.

Ainda em relação às comorbidades que podem ter agravado o estado de saúde dos infectados, mais de 13% eram cardiopatas, mais de 4% tinham doença renal e mais de 6% eram obesos e tinham problemas respiratórios. Em torno de 60% eram pardos ou negros.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde detalham que a capital ultrapassou 29 mil casos confirmados da doença. Sobre os bairros que têm mais mortes pelo Sars-Cov-2 em Maceió, cinco deles -Jacintinho, Benedito Bentes, Cidade Universitária, Tabuleiro do Martins e Clima Bom – seguem há semanas com mais vítimas que as demais localidades. Eles registraram perto de um terço do total de óbitos na capital, mais de 300 casos.

Apenas Garça Torta e Pescaria não tiveram mortos, de acordo com o painel de informações interativas sobre a pandemia da Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em relação aos óbitos confirmados para a Covid-19, de acordo com o Distrito Sanitário de residência da vítima, a maior concentração está no 7º DS (Cidade Universitária, Santos Dumont, Tabuleiro do Martins, Clima Bom e Santa Lúcia) e no 2º DS ( Pontal da Barra, Trapiche da Barra, Prado, Ponta Grossa, Vergel do Lago, Levada, Centro).

CAPITAL E INTERIOR VIVEM MOMENTO DIFERENTE

A reportagem pergunta à Sarah Dominique, gerente médica do Hospital da Mulher, referência no atendimento de casos do novo coronavírus em Alagoas, se acredita que a capital e o interior vivem momentos diferentes na pandemia. “Sim, ainda há alguns municípios do interior que não tiveram a mesma situação de prevalência da Covid na população local, comparada à capital. Isso se dá porque a origem do epicentro foi a capital”, afirma.

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