
O CSA venceu mais uma daquelas partidas que explicam bem o que é a Série D.
Nem sempre o jogo bonito aparece. Nem sempre a técnica consegue respirar. No Adauto Moraes, contra uma Juazeirense que ainda não sabia o que era perder na temporada e costuma transformar o fator casa em arma pesada, o Azulão precisou jogar com maturidade, força mental e leitura de cenário.
Moacir Júnior mexeu no time sem fugir da ideia já estabelecida. Com Camacho suspenso, Ramon iniciou. Félix entrou no lugar de Lucão. A estrutura manteve Kaylan no centro, Dudu por dentro, Bigode pela direita, Rian pela esquerda e Matheus Melo mais avançado.
Foi um CSA em modo segurança ativado.
O campo e o contexto não pediam firula. Pediam competitividade. Pediam concentração. Pediam entender que, em Juazeiro, antes de querer ganhar o jogo, era preciso não deixar o adversário crescer.
Quando o técnico Carijé tentou empurrar a Juazeirense para buscar a vitória, Moacir respondeu com leitura. Colocou Marcos Ytalo no lugar de Bigode e fez a dobra pelo lado direito. Depois, Ramon saiu para a entrada de Cadu, uma boa notícia para o clube: menino da base ganhando minutos em jogo grande e recebendo confiança do treinador.


