Paratletas de Basquete Acessível da Adefal participam em Coruripe de demonstração em alusão ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência

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Movimento inclusivo acontece para estimular o esporte

Texto: Leila Cristhina Fotos: Dean Almeida

Diante de um olhar humanizado e inclusivo da gestão municipal na manhã desta sexta-feira (29) na quadra poliesportiva da Escola Claudio Daniel Gama Amorim, Coruripe recebeu a demonstração de uma partida de basquete acessível. Um movimento inclusivo que acontece para estimular o esporte em todas as esferas e público da Pessoa com Deficiência (PcD). Esta ação servirá de estímulo para garantir os direitos à acessibilidade ao esporte para uma vida saudável e de qualidade. A Prefeitura de Coruripe por meio das secretarias de Educação, Saúde, Esporte, Assistência Social, Cultura e da Adefal promoveram o evento.

A equipe de basquete em cadeira de rodas da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) veio participar do evento e além deles, quem quisesse participar do jogo havia equipamento e uniforme reserva para jogar com o time.

O basquete em cadeira de rodas é um dos esportes coletivos praticados por atletas com limitações físico-motoras, mais precisamente nos membros inferiores. As cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF).

O jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta seguem o padrão do basquete olímpico.

“Esse evento é promovido pelo Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, que é no mês de setembro. Então a gente está finalizando no município de Coruripe esse momento, no qual todos assistirão ao jogo de basquete acessível que vem da ADEFAL. Como a gente sempre fala, nós temos a deficiência, não somos deficientes”. Explicou Miguel Tigre, representante das Pessoas com Deficiência na área da Saúde e diretor fiscal da Pessoa com Deficiência do estado.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei nº 11.133/2005 com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.

Prestigiaram o evento alguns vereadores, Marcos Beltrão ex-secretário de Educação de Coruripe, secretários, Instituto de identificação, representantes da Adefal, equipe Semed, equipe da saúde, estudantes da rede municipal de ensino, entre outros.

Antes do início da partida todos assistiram à apresentação dos alunos da Escola Liege Gama Rocha com o tema: Assim como você!

O escritor José Roberto fez um breve histórico sobre a sua luta, o preconceito e a inacessibilidade que dificultam a vida dos deficientes e, hoje ele viu que a luta valeu, mas precisam continuar, pois, é um assunto que deve ser debatido sempre a cada data.

A secretária de educação do município de Coruripe Cintya Alves deu um depoimento e falou sobre a ação: “Eu queria começar agradecendo a todos a parceria de sempre, sabemos que para um evento acontecer precisamos de muitas mãos. A vinda do Basquete Acessível ao município foi muito importante para mostrar as crianças e adolescentes que eles são capazes de praticar esporte, que eles são capazes de concluir o ensino, que eles são capazes de tudo. Cada um tem a sua história algumas coisas nos limitam, mas isso devemos passar por cima e a gente tem que ser assim e eu fico muito feliz em poder abraçar essa causa e juntos mostrarmos que inclusão é aprender com as diferenças”. disse Cintya Alves.

A programação envolveu várias ações, uma equipe da secretaria de saúde realizava aferição de pressão e glicemia. Os servidores do Instituto de Identificação de Alagoas em Coruripe fizeram agendamento para os cadeirantes e acompanhantes que estavam no evento, verificando também se as identidades estavam em dia, vencidas, borradas, rasuradas e orientando para que eles fossem até o instituto para renovar o documento.

A equipe da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) estava cadastrando os participantes para posterior emissão dos cartões de vaga para estacionamento de Pessoa com Deficiência Física e aproveitando também emitindo a do idoso.

Rafael, único paraatleta de Coruripe, contou um pouco sobre o evento: “Faço parte do basquete em cadeira de rodas e handebol da Adefal. Hoje a gente demonstrou aqui um pouco dessa modalidade para incentivar e provar que também podemos praticar esporte de várias modalidades, não só como o basquete. Tem bocha, tem o dado, tem xadrez, tem tudo. Então só precisamos de um estímulo e a gente está tendo. Trouxemos esse evento para cá, foi o primeiro de muitos que vão ter ainda. E para mim que sou adulto já é bom, imagine para uma criança, para um adolescente, é fantástico! Sou de Coruripe e estou feliz por estar aqui, eu agradeço de coração fazer parte dessa equipe do basquete da Adefal”. Completou Rafael.

Monalisa Albuquerque técnica da Semed e Coordenadora da Educação Especial e Inclusiva falou sobre o evento: “O evento serviu para duas coisas, estimular as pessoas com deficiência a fazer um esporte, o esporte acessível e o basquete acessível inclusivo veio para isso. A Adefal como nosso parceiro a prefeitura com as secretarias, todos juntos fazendo a inclusão acontecer”, finalizou Monalisa.

Presente no evento Graça Dias, presidente da Adefal participou com outras autoridades da entrega das medalhas que teve o resultado de 16 pontos de virada para o time Preto e 08 para o time Azul.

História

Praticado inicialmente por ex-soldados norte-americanos que haviam saído feridos da 2ª Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas fez parte de todas as edições já realizadas dos Jogos Paraolímpicos. As mulheres passaram a disputar a modalidade em 1968, nos Jogos de Tel Aviv. No Brasil, o basquete em cadeira de rodas também tem forte presença na história do movimento paraolímpico, sendo a primeira modalidade praticada aqui, a partir de 1958, introduzida por Sérgio Del Grande e Robson Sampaio. Depois de ficar de fora das Paraolimpíadas por 16 anos, a seleção brasileira voltou à disputa ao conquistar a vaga para Atenas-2004 durante os Jogos Parapan-Americanos de Mar Del Plata. Apesar da popularidade no país, o Brasil ainda não conquistou medalhas na modalidade em Jogos Paraolímpicos.

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