O setor de Serviços em Alagoas registrou a segunda maior alta do Brasil em 2022, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (10). O avanço frente a 2021 foi de 17,1%, menor somente que os 18,9% registrados pelo Amapá, na região Norte. O crescimento do Brasil foi de 8,3%.
Em dezembro de 2022, o volume de serviços cresceu 8,8% em Alagoas, a maior alta mensal observada em todo o ano passado, superando o avanço de setembro (6,7%). O resultado também interrompeu duas taxas negativas em sequência. Nos meses anteriores, o recuo havia sido de 6% em novembro e de 5,4% em outubro. O setor de serviços alcançou, no Brasil, seu maior patamar da série histórica, iniciada em 2011, com a expansão de 3,1% registrada em dezembro de 2022.
A alta faz o segmento fechar em crescimento pelo segundo ano seguido, com 8,3% na taxa anual, ampliando o distanciamento com relação ao nível pré-pandemia para 14,4% acima do volume apresentado em fevereiro de 2020. A contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (13,3%). Os demais avanços vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,7%); de serviços prestados às famílias (24,0%); e de informação e comunicação (3,3%).
Em sentido oposto, o setor de outros serviços (-2,1%) registrou a única taxa negativa do indicador acumulado no ano. Para o analista da pesquisa, Luiz Almeida, a intensificação na retomada de serviços presenciais após os períodos de isolamento e distanciamento social de 2020 e 2021 ajuda a explicar a expansão em 2022. Principalmente no ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (13,3%), a principal influência para o resultado do ano.
“O setor de transportes cresce desde 2020, mas com dinâmica diferente: inicialmente, por causa da área de logística, com alta nos serviços de entrega, em substituição às compras presenciais. Já em 2022, há a manutenção da influência do transporte de carga, puxado pela produção agrícola, mas também pela reabertura e a retomada das atividades turísticas, impactando o índice no transporte de passageiro”, explica o pesquisador.



