Com presença de ministro, programa do leite é retomado apenas em 15 cidades de AL

O programa do leite não morreu em Alagoas, mas ainda está longe de ser o que foi um dia. No governo de Téo Vilela eram 80 mil litros diariamente. Depois de sucessivas crise no governo de Renan Filho, caiu para 50 mil litros dias desde 2018. No começo desde ano, a situação se agravou. A distribuição foi sendo reduzida aos poucos até chegar a zero.

A pausa foi apontada como necessária para “rearrumar a casa”. Nesse meio tempo a Secretaria de Agricultura do Estado, que toca a ação em convênio com o Ministério da Cidadania, fez o lançamento de novo sistema de gerenciamento do programa do leite .

Mais importante do que o sistema, avalia o secretário de Agricultura, João Lessa Neto, será garantir a regularidade dos pagamentos aos produtores. Esse, aliás foi o problema que provocou a “parada técnica”.

O atraso nos pagamentos aos agricultores, equivalente a quase cinco meses, soma cerca de R$ 10 milhões, que terão de ser pagos pelo Estado. O novo convênio com o Ministério da Cidadania contempla  recursos para o futuro (serão R$ 25 milhões, sendo R$ 19,5 mi da União e R$ 5,5 mi do Estado), mas não o passado. O que ficou para trás será pago com recursos do Fecoep (os pagamentos já começaram, segundo Lessa Neto).

“O mais importante é que a partir de agora, garantimos a regularidade. O leite entregue em setembro, será pago no começo de outubro”, assegura o titular da Seagri.

O convênio com o Ministério da Cidadania garante a distribuição do leite até março. A bancada federal e o governo do Estado tem até lá para conseguir um aditivo que evite uma nova interrupção.

Em meio ao lançamento do novo sistema e a liberação dos pagamentos, a retomada do programa tem sido lenta – nada diferente do previsto. A primeira entrega, desde junho, ocorreu na semana passada (dia 9), em Coruripe. Até ontem, segundo a Seagri, o leite estava sendo distribuído em 15 cidades.

Segundo a Seagri, a distribuição do leite já foi realizada nos municípios de Coruripe, Jequiá da Praia, Feliz Deserto, Igreja Nova, Junqueiro, Penedo, Piaçabuçu, São Sebastião, Teotônio Vilela, Canapi, Inhapi, Olho D’água do Casado, Piranhas, Capela e Cajueiro.

A expectativa de Lessa aumentar a distribuição, dia após dia, até chegar ao que foi um dia – nos 102 municípios. E quem sabe, não volte aos bons tempos de 80 mil litros. Mas essa é outra história.

E o ministro?

Onix Lorenzoni veio a Alagoas, nessa quinta-feira (17) para lançar vários programas, inclusive para assegurar os repasses dos programa do leite. Um programa que foi apresentando como referência de inclusão social e produtiva. E de fato é.

A vinda do ministro da Cidadania a AL, o primeiro a vir ao Estado para liberar recursos para o programa, renova a esperança dos produtores. É uma garantia de que o programa vai sim continuar, com Jair Bolsonaro e Renan Filho (mesmo em lados diferentes), atuando como estadistas.

Presidentes de cooperativas que atuam no programa do leite, a exemplo da Pindorama (Klécio Santos), Coopaz (Thiago Silva) e CPLA (aldemar Monteiro) foram ao evento. E saíram de lá, depois das fotos com Lorenzoni, animados.

Se o “ânimo” contagiar os agricultores familiares, responsáveis pela produção do leite, a entrega deve ser regularizada rapidamente nos outros 87 municípios.

 

Edvaldo Jr

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